Em qualquer tratamento, seja ele UV, ozonização ou ionização, o cloro residual tem que estar presente por exigência da vigilância sanitária (portaria nº 518, que dispõe sobre parâmetros para água de consumo humano, o que inclui uso em piscinas públicas ou privadas), isto porque os tratamentos com UV ou ozônio não deixam residual na água. Assim, a mesma ficará desprotegida na piscina até passar novamente na casa de bomba para filtração. No caso do tratamento com ionização (normalmente íons de cobre e prata), estes íons não oxidam a matéria orgânica (transpiração, urina, secreções, bronzeadores) presentes na água. O UV também não oxida a matéria orgânica. O único destes três tratamentos que oxida a matéria orgânica é o ozônio mas, por não ter efeito residual, também precisa manter o cloro na água. É importante lembrar que o cloro reage com estas matérias orgânicas formando as cloraminas, que são as “vilãs”: causam ardência nos olhos, ressecamento da pele e cabelos e são especialmente ruins para quem sofre de rinite, bronquite, asma, etc.
Os sistemas UV e ionização não eliminam as cloraminas porque não são tratamentos oxidantes, o tratamento com ozônio é o único que elimina por completo as cloraminas.
